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Esqueça isso...
16/06 O frio de junho estava corroendo as entranhas junto com a falta de vontade de fazer os trabalhos da faculdade de Arquitetura. Helena não sabia mais o que fazer para preencher o vazio que estava constantemente presente em sua vida.
Quando iniciou a faculdade, imaginara que este buraco negro existencial seria aos poucos dissipado de sua alma, porém já se passara três períodos e esse abismo parecia que estava destruindo todos os átomos de seu corpo.
Com a aproximação do inverno, as noites melancólicas eram de causar desespero. Procurava a todo custo dormir para enfrentar a batalha dos estudos, logo pela manhã. Mas a insônia já era sua fiel companheira ao longo de mais ou menos uns seis meses. E isto, parecia que se agravava à medida que o curso ia intensificando seu grau de desafio das disciplinas.
Fazer Arquitetura não era o seu grande sonho. Queria muito ser médica, mas a falta de dedicação ao longo da vida discente, não permitiu que Helena tivesse condições de passar em um vestibular tão concorrido que tal curso exige e tão pouco estava interessada em passar mais alguns anos sentada nas cadeiras de algum cursinho pré vestibular.
Helena era a filha mais jovem entre quatro filhos. Era a única mulher da casa. Quando seu pai se separara de sua mãe, ela ainda era uma pequena de três anos. Com isso, a menina foi primeiro morar com a mãe e seu irmão Artur na casa de sua avó materna. Pedro e Júlio ficaram morando com o pai, já que assim preferiram. Mas, essa convivência materna durou pouco tempo, pois sua mãe acabou falecendo em um acidente quando voltava de uma festa com o namorado. Então, Helena e Artur tiveram que ir morar novamente com o pai e seus outros irmãos.
A menina crescera e se tornara uma bela jovem. Tinha uma pele clara cobrindo um corpo elegante e discreto. Com um metro e setenta e cinco centímetros, passara a impressão de ser mais alta, já que possuía pernas longas, porém torneadas. A jovem tinha uma beleza rara. Seus olhos cor de mel eram delineados por traços amendoados e profundos. Um discreto nariz harmonizava-se com um lábio inferior carnudo e sensual. Os cabelos loiros e encaracolados nas pontas davam-lhe um ar todo angelical. Helena era uma mistura de mulher obstinada, porém com a delicadeza de uma menina inocente.
Aguardando a continuação....

Mari adorei seu conto. Você escreve muito bem. Depois volto com mais tempo para ler a continuação.
ResponderExcluirBeijos Chellot